29 de março de 2011

Reflexões sobre a doença, a vida e a morte




Estava eu aqui preocupada com minha irmã que bateu o carro há 2 semanas , e precisou passar o dia todo no hospital fazendo vários exames pra diagnosticar a causa do mal estar que vem sentindo desde o acidente, foi aí que recebi esse vídeo.
Apesar de já ter visto há alguns anos atrás, hoje ele veio me trazer uma mensagem diferente.
Pensei....E se o que ela tem for realmente grave? E se acontecer algo com ela? E se??? Tanta ansiedade pra saber a resposta final do médico, que me peguei questionando...
Será que rimos o suficiente? Será que cuidei dela tanto quanto ela merecia? Será que tenho sido uma boa irmã? Justo agora que ela decidiu sair de casa, viver por si só (on her own), vem a vida com suas surpresas, e aí te obriga a parar, te faz refletir...
Quando alguém em uma família fica doente, ele nunca fica doente só, todos ao redor se “adoentam” de alguma forma, e se expressam de maneiras únicas.
Alguns preferem fugir, ficar longe, fingir que nada está acontecendo, esse é o estágio de negação ou  isolamento; outros vão barganhar com Deus, fazer promessas, a negociação;  outros ficarão revoltados, raivosos, esse é o estágio da cólera; haverá ainda aqueles que ficarão tristes, melancólicos , enfrentarão a etapa de depressão;  e na maioria das  vezes só depois de ter concluído todos essses estágios poderão aceitar e olhar para a doença, a perda ou a morte e aceitar, alcança nesse momento o estágio de aceitação.
Essas cinco etapas ou estágios foram descritos pela médica psiquiatra suiça Elisabeth Kübler-Ross, que foi a pioneira em uma nova ciência chamada Tanatologia, a qual abrange o estudo da morte, das perdas, do luto e suas implicações.
Ela já não está mais entre nós, mas com certeza o trabalho que ela fez com os pacientes com câncer, aidéticos,  todos aqueles no leito de morte, os estudantes que  ensinou , os livros que escreveu, tudo isso causou um grande impacto e transformou a vida ou a forma de morrer de milhares de pessoas.
Inspirada por essa grande Mestre me permito questionar:
Será que vivemos o suficiente? Amamos o suficiente? Perdoamos o suficiente? Soubemos ouvir o suficiente?
Que nossas carências, frustrações, medos e rejeições não sejam uma desculpa para não nos amarmos ou não amarmos o outro.
E pra concluir esse blog que foi muito além do que eu havia planejado, mensagens da Elisabeth Kübler-Ross:
 “Somente quando realmente soubermos e compreendermos que temos um tempo limitado na terra – e que não temos como saber quando nosso tempo esgotará, é que iremos então começar a viver cada dia ao máximo, como se fosse o único, último que temos.”
“As pessoas mais bonitas que já conhecemos são aquelas que conheceram a derrota, passaram por sofrimento, batalharam, enfrentaram perdas, e encontraram um caminho além das profundezas. Essas pessoas apreciam, tem uma sensibilidade e uma compreensão da vida que as preeche com compaixão, gentileza, e um cuidado profundamente amoroso. Pessoas bonitas não estão aí por acaso.”

Pra saber mais leia: KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1969.

27 de março de 2011

Homenagem a Mãe & Pai, Amma & Papa

Com o povo indiano aprendi a honrar meus ancestrais, aprendi que antes de tudo minha gratidão e orações devem-se dirigir aos meus pais, porque eles são a representação de Deus na Terra, são aqueles que nos deram a vida, o dom de poder estar aqui, nos geraram, nos nutriram, cuidaram, amaram (nem sempre da forma que esperávamos, mas da forma que acreditaram ser a mais correta ou adequada), doaram o máximo que puderam de si, se privaram de vontades para satisfazer as nossas birras, e então quando já estávamos fortes o bastante, nos permitiram voar, e aí nos aplaudiram, mas ainda assim em vários momentos, atentos, notaram que deslizamos, e com todo empenho nos ajudaram a levantar...e assim por várias e várias vezes.

Pai e Mãe, Papa e Amma...vocês possuem um papel essencial em nossas vidas, longe ou perto a presença de vocês permanece viva e pulsante em nossos corações, seu sangue corre em nossas artérias, nas nossas células está gravado o seu DNA, vocês vivem em nós!

Hoje, antes mesmo de publicar as fotos da nossa viagem e do nosso casamento, gostaria de expressar essa homenagem aos meus Deuses Vivos (Living Gods): meus amados pais e meus amados sogros, aqueles que me presentearam com a jóia, o tesouro mais precioso desse mundo: minha própria vida e meu marido!

Mãe e Pai: mesmo tão jovens, inseguros, confusos na sua adolescência, obrigada por terem dito sim a Deus e por terem aceito que eu viesse através de vossos corpos e crescesse nessa família que me encoraja sempre a evoluir e superar minha pequenez. Gratidão pelos desafios que me ofertaram e pelo amor que me alimenta diariamente, ainda mais uma vez obrigada por terem aceito o Pooja como seu filho e pela paixão e admiração que têm por ele.


Amma e Papa: gostaria de agradecer a confiança que depositaram em mim,  sua simplicidade, sua fé inabalável, sua perserverança, a forma carinhosa com que me olham, a preocupação com a minha família, esse amor tão puro que nem consigo explicar, gratidão pelo seu desapego, por aceitarem que seu filho largasse tudo (conforto, dinheiro, amigos, raízes, costumes...) e começasse tudo do zero outra vez,  tudo por causa do Amor. Sou abençoada por ser sua molu (bebê-filha) e entrar para essa família.



22 de fevereiro de 2011

Incredible India em família 2011

Foram meses de preparações, compras, planejamento, organização, ansiedades, curiosidades, muita euforia até que enfim a trupe estava formada e a postos.

Ficha resumida dos 10 integrantes:

Danielle (Dani ou Dandara para os íntimos) - 28 anos, casada com o Pooja (no Brasil) e noiva (na Índia)

Naturóloga, praticante da EMF Balancing Technique, Ativação da Pineal, LLC, etc..
Hobbies: viajar, yoga, cultura oriental, aprender coisas novas, organização de grandes eventos e viagens – escrever e bloggar (novos)






Narayan Poojari (Pooja) - 27 anos, casado com a Dani (no Brasil) e noivo (na Índia)

Consultor de TI, instrutor de yoga
Hobbies: cachorros, yoga, fotografia, natação, futebol, leitura, guia de turismo (novo)
Pra mim: meu amor, o mais lindo do mundo, meu guru, meu amante, minha inspiração


Julio Claudio (Claudio) - 47 anos, casado, pai da Dani

Comerciante, fazendeiro, construtor
Hobbies: jogar cartas, viajar, comer, criticar, gritar (de preferëncia os 3 últimos ao mesmo tempo)
Pra mim: um grande mestre que me inspirou a desenvolver a arte de amar, respeitar, compreender e aceitar as diferenças. Com ele também aprendi a dar meu máximo em tudo, desde a tarefa mais simples até a mais complicada


Marlene - 48 anos, casada, mãe da Dani

Comerciante, cozinheira, instrutora de culinária
Hobbies: caminhada, hidroginástica, criar novos pratos, mimar os 5 filhos
Pra mim: uma doce mestra, amiga, companheira, que me ensinou a cozinhar e virtudes como a doação, perdão, imparcialidade e o valor da espiritualidade na vida diária

Helena Mariana (Má, Mazica ou Lilo para os íntimos) - 24 anos, solteiríssima, irmã da Dani

Engenheira civil
Hobbies: viajar, dançar, baladas, shows, carnaval, micaretas e tudo relacionado ao tema, celular
Pra mim: a mulher mais linda do mundo, profissional e extremamente capaz, é o cérebro feminino mais racional da casa, em essência  uma criança alegre, divertida, que me faz rir muito com suas dancinhas e performances criativas


Daíse (Dadá ou Alienada da Rép Favinho de Mel)- 19 anos, solteira/ tentanto namorar à distância, irmã da Dani

Estudante de Direito
Hobbies: leitura, estudar, sonhar, sair com os amigos, internet, filmes
Pra mim: símbolo da doçura, meiguisse, delicadeza, sensibilidade, ao mesmo tempo um gênio, dotada de extrema inteligência, ela me faz lembrar a pureza e a inocência que existe em cada ser humano



Victor Gabriel (Vitinho para os íntimos)- 14 anos, solteiro, irmão da Dani

Estudante do 8º ano, nadador amador
Hobbies: nadar, msn, jogar Tibia (24h), ficar irritado por qualquer coisa
Pra mim:  apesar de beem mais alto que eu continuará a ser meu irmãzinho mais novo, com ele já fiz o teste drive pra mãe, madrugadas sem dormir, na qual precisei resgatar minha conexão com Deus e fortalecer minha fé através de antigas cantigas de ninar e canções religiosas



José Carlos (Tio Zé)- 51 anos, casado, tio da Dani

Gerente de banco
Hobbies: yoga, aventuras na natureza
Pra mim: um grande amigo, conselheiro, parceiro pra todas, me faz rir, um excelente pai de família e profissional, fonte de inspiração e exemplo de vida



Bruno (mais conhecido como Bruniiinho) - 20 anos, solteiro a procura de um amor, primo da Dani

Estudante de administração, office boy
Hobbies: msn, baladas, paquerar, nadar, futebol, filmes
Pra mim: topa todas também, carinhoso, junto com meu irmão Julio criou várias vinhetas como:  “Dani – Dandara”, “Jay Jaga Dambe” , etc e me fizeram rir e chorar em momentos importantes, juntos zuamos a lot, sua companhia é muito divertida


André - 64 anos, divorciado, machucado pelo último relacionamento, amigo do pai da Dani

Vendedor, Viajante
Hobbies:  ainda não descobri, mas acho que fazer piadas e carros
Pra mim: alguém que conheci há 2 semanas, na maioria das vezes não ouve nenhuma das instruções dadas, o que me ajuda a desenvolver mais paciência, compaixão e respeito ao próximo, sei que ele tem um grande valor nessa viagem, ainda desvendarei




Saída da casa dos meus pais, mala que não acabava nunca
Faltava pouco para as 11h da manhã, no Brasil o sol já estava lá todo imponente quando os viajantes começaram a grande jornada.
20/02/2011 - 5h20 - Partida de Guarulhos (Brasil) 
Escala em Paris 
22/02/2011 - 00h30 - Chegada em Bangalore (Índia)

A viagem de quase 24 horas foi razoavelmente tranquila, tivemos atraso na saída,  em baixo de chuva e algumas turbulências,  dor na poupança, cansaço, cabine crew mal humorados, comida congelada (leia-se com gelo), mas a grande aventura ainda estava por vir.

Nós 10!
Saltitantes e contentes finalmente aterrisaram no Bengaluru International Airport, se organizaram em 2 filas para passar pelo oficial de imigração, mas tudo não aconteceu assim como esperavam.

1ª vítima a ser barrada: Dadá- Situação: não portar carteira de vacinação, nem comprovação de febre amarela

2ª vítima a ser barrada: Mazica - Situação: não portar carteira de vacinação oficial

3ª vítima a ser barrada: Vitinho - Situação: não portar carteira de vacinação oficial

4ª vítima a ser barrada: Pooja - Situação: não ter tomado vacina da febre amarela


Desfecho: os quatro viajantes ilegais tinham 2 opções a ser decidida imediatamente  |pois o avião de volta iria partir com a bagagem dentro de 5 minutos|
1-Serem imediatamente deportados para o país de origem.
2-Ficarem de quarentena  no hospital até o dia do casamento, ou seja,  5 dias, e em seguida serem deportados.

Conclusão: Acabaram todos os 4 “presos” por 10 horas até a chegada do Médico Oficial e sua gentil liberação.

Nesse interim é impossível descrever as sensações que todos tivemos. Das 10 pessoas, essa era a primeira viagem internacional de 7, um pänico avassalador corria por nossas veias quando o nosso sonho estava por um fio, precisávamos encontrar  uma solução, uma iluminação.
Sentados no posto médico a maioria chorava, foi quando já sem forças olhei para o canto da parede e vi uma minúscula estátua branca do querido Sai Baba de Shirdi, sentado em sua famosa postura de pernas cruzadas estava ele lá sereno olhando para nós, nesse momento uma onda de paz e confiança me tomou, os medos se foram e sabia que esse era mais um capítulo de leela (o grande jogo cósmico que escolhemos participar aqui na Terra) . Mais informações: Autobiografia de um Yogue  by Paramahansa Yogananda.

O grupo foi separado para que assim colhessemos os aprendizados necessários, os 4 que estavam ilegais mais o pai protetor ficaram encarcerados na sala do médico, sentindo-se como no filme O Terminal , os outros 5 foram liberados e ficaram desde as 2h da madrugada até mais de 10h da manhã do lado de fora |na Índia não é possível ficar dentro dos aeroportos exceto para o embarque|.

Eu que fazia parte do segundo grupo, não consegui relaxar, estava frio, minhas pernas doiam. 
Foram vários os esforços entre a comunidade de amigos e familiares no Brasil e Índia, no total foram realizadas de 80 a 100 ligações para que conseguissemos as cópias das carteiras, pesquisas na internet, informações sobre as leis internacionais,  e claro, receber o conforto e suporte dos nossos bem amados.

Pulando essa parte vamos ao melhor, fomos recepcionados pelos fofos Divya e GiriSankar, meus cunhados mais queridos que eu acabara de encontrar pela primeira vez.
Eles até trouxeram flores para nos recepcionar e nos surpreenderam com tanta amorosidade. Tranquilos e gentis fizeram tudo o que puderam, esses anjos foram os cocriadores dessa grande viagem, do casamento, da recepção e de toda a organização. 

Gratidão infinita por todos!

Fotos em breve, siga-nos!

16 de fevereiro de 2011

Em terra de ninguém: EUA

Parte V

Dessa vez estavam morando  há apenas algumas horas de diferença mas em temperaturas opostas!  
Calor de 370C em São Paulo, nevando em Nova York!

E surgiu então um convite:
Quer passar as férias e as festas de fim de ano comigo?
E como se fosse um milagre , o visto dela para os EUA caiu do  céu |ou será pela chaminé?|.
Chegou exatamente na manhã da véspera de Natal.
Só pode ter sido alguma arte do bom velhinho. Bem auspicioso!

Como é diferente estar em "terra de ninguém",  ou será, na verdade, "terra de todo mundo"?

Estavam em um país neutro, não faziam parte nem da cultura dele, nem da dela. Sentiam-se mais livres, mais unidos, mais inteiros para serem eles mesmos.

Não havia regras, não havia um sistema pré-estabelecido, podiam criar seu dia, sua maneira de viver, o que fazer, onde ir, era tudo novo para os dois.

Podiam cozinhar comida brasileira, indiana, ou que tal misturar as duas? ! 
Experimentaram juntos pela primeira vez coisas e lugares diferentes. A expressão do verdadeiro sentido de LIBERDADE!



Viveram várias peripécias em terras congeladas como: tomar café no Starbucks em baixo do Empire States Building; caminhar pelo Central Park, escorregar na neve e assistir a patinação no gelo; passear pela Times Square e |apenas| olhar as vitrines; sentir o frio cortante no ferry indo pra Statue of Liberty; visitar o museu na Ellis Island e se emocionar com a história e a energia ainda tão viva dos imigrantes;  passear nos imensos shopping malls e supermercados e comprar muitos chocolates; "go for a ride" pra Jones Beach e ficar perdido a cada cruzamento; assistir a neve pela sacada, mas antes disso ficar até sem dormir pra esperar os primeiros floquinhos chegarem; tinha também Akon e Beyoncé cantando a cada minuto na TV;  simplesmente curtir o explendoroso- aconchegante-gigante sofá de camurça;  ou não fazer nada; só ficar junto!
Mas dentre todas, a mais marcante foi assistir |ou melhor, tentar assitir| a New Years Eve Ball Drop na Times Square em NYC.  É uma bola de cristal gigante que cai do céu quando o relógio bate 00:00 na noite de Reveillon.  

Uma multidão  se estendia por dezenas de quadras a espera da famosa bola, vários estrangeiros todos empacotados em camadas de tecidos e lãs se aglomeravam em busca de calor humano. Tudo em vão, nada seria capaz de vedar um frio de     -40C, e a única coisa possível de se ver eram cabeças enfileiradas.  Após várias horas  a respiração começou a faltar,  tinham a sensação de estar morrendo, lágrimas escorrendo pelo rosto, pés e mãos sem sensibilidade, corajosamente Dani & Pooja decidiram voltar, aliviados passaram a virada do ano dentro da estação de trem. 
Ali podiam pelo menos trocar beijos, sentir o calor da pele um do outro. Apesar de não terem superado o "teste de sobrevivência do amor ao frio", estavam enfim |salvos| aquecidos e tinham história para contar para as próximas gerações.

Chegada ao Brasil

Parte IV

Mais alguns meses se passaram e ele conseguiu um projeto de trabalho nos EUA, morando mais perto |pelo menos do mesmo lado do mundo|, veio correndo vê-la. Foram poucos dias mas pareceram eternos.

Imensidão azul em Riviera: Pooja vive a Liberdade
Como uma boa brasileira não poderia deixar de levá-lo para conhecer o mar. Destino escolhido: Bertioga e Rivieira de São Lourenço.
Agora era a vez dele de ser recebido como o mais novo membro  da família 
Petareli & Felippe. 






A chegada no sítio da família em Espírito Santo do Pinhal interior de São Paulo, foi honrada com um grande encontro surpresa com todos os amigos e familiares.


Pra ela, todo momento importante deve ser celebrado como um ritual. Um círculo se forma e o casal é acolhido e homenageado por todos: orações, canções, uma chuva de amor é derramada sobre eles.
Verdadeiramente um dia para a celebração!
E foi nessa noite de luar de primavera, que levantaram seus olhos para o alto e agradeceram ao Divino!
Pode ser tão simples ser feliz, basta o carinho  da família, as bençãos da natureza e viver com |o| amor a alegria!
Pico do Gavião: Andradas-MG

7 de fevereiro de 2011

Primeiro encontro na Índia

Parte III
A paciência e a fé foram o lema desse casal que aguardou mais de um ano para enfim se encontrarem pessoalmente, ela sacou todas as suas economias e embarcou sozinha para a Índia.
Foi então  no Ano Novo de 2008 que se olharam e tocaram ao vivo pela primeira vez.

Mais do que nunca tiveram a certeza de que tudo o que sentiam era verdadeiro,
tudo que era sonho, agora se tornava real. 


Para ela era como se já estivesse vivido na Índia, foi recebida como uma princesa pelos familiares e amigos e juntos visitaram várias cidades do sul: Bangalore, Mysore, Puttaparthi, Cochin, Ernakulam, Trivandrum, Kanyakumari. |aguarde novos posts sobre cada cidade|
O encanto durou 40 dias, mas chegou a hora de voltar, retornou |triste| para o Brasil, não queria se separar dele, demorou tanto para encontrá-lo.

E, agora, quando teria a chance de abraçá-lo novamente?

6 de fevereiro de 2011

Amor Virtual x ou = Amor Real

Parte II

Pra ela tudo estava acontecendo muito rápido e fora do seu controle, gostava do sonhar, do conto de fadas, mas ao mesmo tempo ficava cheia de dúvidas, seu coração que já havia sofrido muito por amor sentia medo. 

Sabia que não deveria confiar em um estranho e ter pé no chão, mas ao mesmo tempo uma força maior a fez arriscar, apostou tudo, a princípio sem o apoio dos amigos e da família, acreditando apenas naquele amor puro que desabrochava dentro dela.

Pior para ele, o filho caçula de uma família extremamente ortodoxa, jamais poderia revelar seu segredo aos pais, convivia diariamente com as piadas dos amigos que caçoavam: ela tão bonita, quase uma cópia da Kate Winslet,  com certeza deveria ter vários outros namorados. Afinal o Brasil que é a terra do samba e carnaval e  tem tantos homens altos e fortes, o que haveria de querer com um indiano magrelo?
Passavam horas e horas no msn, torpedos e ligações no meio da madrugada, separados por 8 horas e meia de fuso horário precisavam encurtar ao máximo a distância e o tempo que os separavam.
Usavam a imaginação para tornar esse amor mais real e concreto, compartilhavam fotos, poesias, músicas, beijos e abraços virtuais, enviavam presentes, desenhavam um para o outro, ela fez até um bolo e cantou parabéns em frente a webcam para comemorar o aniversário dele.
Sentiam falta do cheiro, do beijo, do toque um do outro, o maior desejo dela era poder ouvir as batidas do seu coração, o maior sonho dele era dar o primeiro beijo da sua vida.
A dor da distância era muito grande e juntos alimentavam diariamente o mesmo sonho: estar juntos e viver esse amor de corpo e alma!

5 de fevereiro de 2011

2 corações, 2 culturas, 2 Copas e 1 mesmo sonho

Nossa história - Parte I
Foi na Copa do Mundo de 2006 que Narayan Poojari, indiano, engenheiro de software, viciado em futebol, apaixonado pelas músicas ocidentais, e Danielle, brasileira, naturóloga, amante da cultura indiana, se |re|conheceram.
Em uma comunidade de Meditação no Orkut ele a achou, apaixonou-se a primeira vista ao ver sua foto no perfil com uma bata indiana cheia de elefantes.
Ela, ao contrário, nunca havia se quer visto uma foto dele, tão misterioso e sedutor e ao mesmo tempo tão carinhoso e gentil, começava a cativá-la.
Ele nunca havia namorado, nem mesmo abraçado outra mulher, se guardava para uma mulher prometida, a noiva que seria, segundo a tradição, escolhida pelos seus pais hindus.

Ele tinha sede de conhecer mais sobre o Brasil,  curioso nato pesquisava tudo o que podia.
Ela praticava yoga, estudava os ensinamentos dos mestres indianos e ayurveda, e assim foram descobrindo vários aspectos em comum.
Havia algo muito forte que os unia, a intuição de ambos falava que esse era um reencontro de almas.
Quanta sincronicidade!
Mas por que tinham que viver tão longe?