16 de fevereiro de 2011

Em terra de ninguém: EUA

Parte V

Dessa vez estavam morando  há apenas algumas horas de diferença mas em temperaturas opostas!  
Calor de 370C em São Paulo, nevando em Nova York!

E surgiu então um convite:
Quer passar as férias e as festas de fim de ano comigo?
E como se fosse um milagre , o visto dela para os EUA caiu do  céu |ou será pela chaminé?|.
Chegou exatamente na manhã da véspera de Natal.
Só pode ter sido alguma arte do bom velhinho. Bem auspicioso!

Como é diferente estar em "terra de ninguém",  ou será, na verdade, "terra de todo mundo"?

Estavam em um país neutro, não faziam parte nem da cultura dele, nem da dela. Sentiam-se mais livres, mais unidos, mais inteiros para serem eles mesmos.

Não havia regras, não havia um sistema pré-estabelecido, podiam criar seu dia, sua maneira de viver, o que fazer, onde ir, era tudo novo para os dois.

Podiam cozinhar comida brasileira, indiana, ou que tal misturar as duas? ! 
Experimentaram juntos pela primeira vez coisas e lugares diferentes. A expressão do verdadeiro sentido de LIBERDADE!



Viveram várias peripécias em terras congeladas como: tomar café no Starbucks em baixo do Empire States Building; caminhar pelo Central Park, escorregar na neve e assistir a patinação no gelo; passear pela Times Square e |apenas| olhar as vitrines; sentir o frio cortante no ferry indo pra Statue of Liberty; visitar o museu na Ellis Island e se emocionar com a história e a energia ainda tão viva dos imigrantes;  passear nos imensos shopping malls e supermercados e comprar muitos chocolates; "go for a ride" pra Jones Beach e ficar perdido a cada cruzamento; assistir a neve pela sacada, mas antes disso ficar até sem dormir pra esperar os primeiros floquinhos chegarem; tinha também Akon e Beyoncé cantando a cada minuto na TV;  simplesmente curtir o explendoroso- aconchegante-gigante sofá de camurça;  ou não fazer nada; só ficar junto!
Mas dentre todas, a mais marcante foi assistir |ou melhor, tentar assitir| a New Years Eve Ball Drop na Times Square em NYC.  É uma bola de cristal gigante que cai do céu quando o relógio bate 00:00 na noite de Reveillon.  

Uma multidão  se estendia por dezenas de quadras a espera da famosa bola, vários estrangeiros todos empacotados em camadas de tecidos e lãs se aglomeravam em busca de calor humano. Tudo em vão, nada seria capaz de vedar um frio de     -40C, e a única coisa possível de se ver eram cabeças enfileiradas.  Após várias horas  a respiração começou a faltar,  tinham a sensação de estar morrendo, lágrimas escorrendo pelo rosto, pés e mãos sem sensibilidade, corajosamente Dani & Pooja decidiram voltar, aliviados passaram a virada do ano dentro da estação de trem. 
Ali podiam pelo menos trocar beijos, sentir o calor da pele um do outro. Apesar de não terem superado o "teste de sobrevivência do amor ao frio", estavam enfim |salvos| aquecidos e tinham história para contar para as próximas gerações.

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